2.6 A aventura na produção do conhecimento
Buscar o imaginário requer que você se enverede para um caminho obscuro, em pensamentos, e de lá traga uma imagem só vista por você, portanto, para que seja vista por outro tem que torna-la real, usando de meios que a matéria oferece. Dessa união, da mente com a cultura, sai uma produção única e exclusiva que passa a ser copiada e espalhada para todos os demais, numa forma de atender a perspectiva de cada um. Todos produzem mentalmente e trás à tona seus conhecimentos, que lá foram acumulados e organizados ao longo do tempo, e, cada vez mais, lapidados. Esse processo vem se desenvolvendo desde nossa criação: Criando, copiando, inventando, imitando, enfim, fazendo com que a mente se aventure, e cada vez mais, produza conhecimentos.
Não fui diferente. No início da minha função de professor, me aventurei e fui necessitado, pela inexperiência, de ter que explorar vários planos de ensinamentos para, tentar, encontrar um que satisfizesse a minha necessidade. Pensei, inicialmente, que essa busca fosse logo resolvida, que depois de alguns anos essa indagação não mais seria necessária pelo acúmulo de conhecimentos adquiridos, no que me enganei. Vi que cada vez mais havia necessidade de procurar novas idéias, novas criações, novas pesquisas, para satisfazer o momento presente, que não se acomoda em lições do passado, ele quer renovação constante para atender a demanda de tantos conhecimentos novos repassados por tantas outras vias, além, da escolar.
A cada nova idéia que introduzi, sempre esteve presente à apreensão do aceitamento. Observei tantas idéias consideradas por mim de baixa criação alcançarem plena aceitação e, outras, consideradas uma genialidade caíram no abismo da inobservância. E, tantas outras, incrementadas pelos alunos para que atingissem o resultado esperado. Essa é a aventura que me contenta, que me faz ouvir a voz da razão, da interação, da pesquisa e da humildade.
Nessa aventura do conhecimento não poderia deixar de citar a minha experiência com o trabalho de Pesquisa. Ela fez com que, pela primeira vez, sentisse a satisfação, o medo e a vontade de entrar em campo para descobrir e perceber coisas tão presentes em nossas vidas que não são percebidas no nosso dia a dia.
A observação foi a primeira etapa da pesquisa e, também, o primeiro momento de ficar parado, não pelo trabalho, mas por não saber como começar: Observar o que, e como? A quem interceptarei, a quem procurarei, e o que perguntarei?Até que vem aquela reação da mente e começa a colocar coisas em minha cabeça que vão se ampliando, clareando e fazendo relação com o que estou procurando, e surge, então, os primeiros rabiscos em que represento os horários determinados para cada seção do dia escolar. Vou anotando tudo que vejo, sem uma perspectiva concreta do que será o resultado. Mas vou anotando, eu vivendo uma nova etapa. Cada descoberta tão simples, que antigamente nunca foram por mim observadas, mas que carregam tantas perguntas e, tantas respostas. Vários momentos foram cruciais para entender porque tantas coisas são deixadas de serem feitas, mas também muitas outras explicam porque foram feitas. Uma criança que procura a sua realização em meio há poucas coisas; realizam-se por tão pouco, mas o que lhe dão é menos ainda do que necessitam. Ao observar, você percebe que uma criança não se importa com que lhe tiram, elas consideram mais o que lhes dão. Seus sentimentos são puros e sinceros.
Num dos melhores momentos: Vejo um grupo de crianças pulando corda, e volto a rascunhar da alegria estampada no rosto de cada uma delas.
Figura 6: Foto durante processo de observação da pesquisa.
Crianças no horário de recreio na Escola Estadual Santos Dumont
Depois vieram as entrevistas, e por elas, pude ver o quanto às crianças querem mais, e muito mais, de nós professores.
Buscar o imaginário requer que você se enverede para um caminho obscuro, em pensamentos, e de lá traga uma imagem só vista por você, portanto, para que seja vista por outro tem que torna-la real, usando de meios que a matéria oferece. Dessa união, da mente com a cultura, sai uma produção única e exclusiva que passa a ser copiada e espalhada para todos os demais, numa forma de atender a perspectiva de cada um. Todos produzem mentalmente e trás à tona seus conhecimentos, que lá foram acumulados e organizados ao longo do tempo, e, cada vez mais, lapidados. Esse processo vem se desenvolvendo desde nossa criação: Criando, copiando, inventando, imitando, enfim, fazendo com que a mente se aventure, e cada vez mais, produza conhecimentos.
Não fui diferente. No início da minha função de professor, me aventurei e fui necessitado, pela inexperiência, de ter que explorar vários planos de ensinamentos para, tentar, encontrar um que satisfizesse a minha necessidade. Pensei, inicialmente, que essa busca fosse logo resolvida, que depois de alguns anos essa indagação não mais seria necessária pelo acúmulo de conhecimentos adquiridos, no que me enganei. Vi que cada vez mais havia necessidade de procurar novas idéias, novas criações, novas pesquisas, para satisfazer o momento presente, que não se acomoda em lições do passado, ele quer renovação constante para atender a demanda de tantos conhecimentos novos repassados por tantas outras vias, além, da escolar.
A cada nova idéia que introduzi, sempre esteve presente à apreensão do aceitamento. Observei tantas idéias consideradas por mim de baixa criação alcançarem plena aceitação e, outras, consideradas uma genialidade caíram no abismo da inobservância. E, tantas outras, incrementadas pelos alunos para que atingissem o resultado esperado. Essa é a aventura que me contenta, que me faz ouvir a voz da razão, da interação, da pesquisa e da humildade.
Nessa aventura do conhecimento não poderia deixar de citar a minha experiência com o trabalho de Pesquisa. Ela fez com que, pela primeira vez, sentisse a satisfação, o medo e a vontade de entrar em campo para descobrir e perceber coisas tão presentes em nossas vidas que não são percebidas no nosso dia a dia.
A observação foi a primeira etapa da pesquisa e, também, o primeiro momento de ficar parado, não pelo trabalho, mas por não saber como começar: Observar o que, e como? A quem interceptarei, a quem procurarei, e o que perguntarei?Até que vem aquela reação da mente e começa a colocar coisas em minha cabeça que vão se ampliando, clareando e fazendo relação com o que estou procurando, e surge, então, os primeiros rabiscos em que represento os horários determinados para cada seção do dia escolar. Vou anotando tudo que vejo, sem uma perspectiva concreta do que será o resultado. Mas vou anotando, eu vivendo uma nova etapa. Cada descoberta tão simples, que antigamente nunca foram por mim observadas, mas que carregam tantas perguntas e, tantas respostas. Vários momentos foram cruciais para entender porque tantas coisas são deixadas de serem feitas, mas também muitas outras explicam porque foram feitas. Uma criança que procura a sua realização em meio há poucas coisas; realizam-se por tão pouco, mas o que lhe dão é menos ainda do que necessitam. Ao observar, você percebe que uma criança não se importa com que lhe tiram, elas consideram mais o que lhes dão. Seus sentimentos são puros e sinceros.
Num dos melhores momentos: Vejo um grupo de crianças pulando corda, e volto a rascunhar da alegria estampada no rosto de cada uma delas.
Figura 6: Foto durante processo de observação da pesquisa.
Crianças no horário de recreio na Escola Estadual Santos Dumont
Depois vieram as entrevistas, e por elas, pude ver o quanto às crianças querem mais, e muito mais, de nós professores.

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